logo ali na frente, depois que você passa pela construção daqueles condomínios de rico, tem o santuário dos pajés. então você continua e vai encontrar uma ocupação. ali é um núcleo. tem muita gente morando naqueles barracos e reciclagem não é lixo. então você anda mais um pouco e vai encontrar outras pessoas com suas carroças de peito. e se você continuar andando vai ver mais barracos e mais pessoas de risadas largas buscando água pra esquentar no fogo de lenha. há os que tem menos sorrisos. como aquela moça de vinte e poucos anos e 5 filhos. e o homem das duas hérnias que não consegue atendimento médico porque seus documentos estão enterrados debaixo do barraco que a máquina esmagou – o barraco, ele fez outro, o documento não. bonito mesmo de ver foram as mulheres. com os filhos a tiracolo, a comida em cima do fogão, separando garrafas, latinhas, papel…
no meio do cerrado.
