na discussão entre autonomia x ativismo não fica clara a linha limítrofe da cooptação. sim, é preciso viver – e nos embananamos continuamente para explicar o tipo de atividade que nos impomos para dar conta do pão-nosso-de-cada-dia: dos editais ao incentivo fiscal através de verba pública por empresas perniciosas até trabalhos legalmente remunerados mas não menos obscenos, a polêmica se instaura.
fato é que não existe ativismo político patrocinado – com autonomia.
e por enquanto estamos um pouco longe de viver numa sociedade onde a moeda de troca não seja o dinheiro…
ou seja, pro ativismo político tem que haver gente.
e pra haver gente, é preciso comida, cobertor, carinho, diversão…
sem falar de amor.
então.
